quarta-feira , 13 dezembro 2017
Métodos de tratamento

Métodos de tratamento

O tratamento da dependência química deve levar em consideração os aspectos bio-psico-social dos seres humanos, respeitando sempre a individualidade e necessidades de cada pessoa.

O Programa Terapêutico, parte fundamental do tratamento, deve ser alicerçado em técnicas e dinâmicas que visem resgatar valores éticos, familiares e emocionais, para motivar os pacientes a refazerem seus projetos de vida, adotando assim, hábitos saudáveis e produtivos.
Durante o período de tratamento devem ser realizada a investigação de possíveis comorbidades, problemas psíquicos ou clínicos, pré-existentes ou desenvolvidos com o uso de substâncias químicas, como: depressão, bipolaridade, manias, fobias, transtornos, hiperatividade, dentre outros.
Muitos casos de recaídas ou insucesso nos tratamentos estão relacionados ao não tratamento adequado destas possíveis comorbidades.

Todos os tratamentos devem ser realizados em unidades clínicas que ofereçam estruturas adequadas ao tratamento com total qualidade, segurança e legalidade.

Os programas terapêuticos devem ser aplicados por equipes de profissionais experientes, que além de conhecimento e domínio, estejam integrados técnica, afetiva e filosoficamente. Há duas modalidades de tratamento residente: Tratamento Involuntário e Tratamento Voluntário. As instituições devem possuir todas as autorizações legais para estas modalidades, contando, inclusive, com equipe especializada em remoção, quando necessário.

Estas são algumas das atividades e recursos aplicados na recuperação do paciente:

História Clínica
Entrevista Motivacional
T.R.E. (Terapia Racional Emotiva)
Prevenção da Recaída
Terapia Ocupacional
Metas
12 Passos
Reflexão (Espiritualidade)
Atendimento Psicológico Individual
Atendimento Psicológico em Grupo
Educação Física
Atendimento Médico (Clínico e Psiquiátrico)
Projeto de Vida
Reinserção Social
Todas as modalidades terapêuticas devem reunir técnicas e dinâmicas de tratamento para serem aplicadas em grupos e individualmente com o objetivo de conscientizar e conduzir os pacientes a uma mudança em seu estilo de vida. Qualquer idade é própria para buscar ajuda e o melhor tempo é agora.

Tratamento voluntário

Para pessoas, de ambos os sexos, que precisam do tratamento-residente e concordam com o tratamento residente.
Nesse caso, deve-se buscar uma instituição preparada para intervir nas crises de abstinência, que se caracterizam pela presença de sintomas físicos e psíquicos de desconforto frente à interrupção do consumo de drogas, evitando assim a desistência do tratamento por parte do paciente.

Os pacientes precisam cumprir o tempo estabelecido pelo programa, o qual deve ser específico para cada pessoa e alicerçado em técnicas e dinâmicas terapêuticas, que motivem os pacientes a refazerem seus projetos de vida, adotando assim, hábitos saudáveis e produtivos.
O acompanhamento do paciente, outro fator de extrema importância para a recuperação, deve ser realizado por equipe de profissionais treinados e capacitados. A duração do tratamento é variável entre 6 e 9 meses de internação ininterrupta.

Tratamento involuntário

Esta modalidade de tratamento está indicada para pessoas, de ambos os sexos, que precisam do tratamento, mas não concordam com a internação.

Deve ser aplicada nos casos em que o dependente perdeu a liberdade de escolha. Este é o ponto central de qualquer transtorno psíquico. A incapacidade de um indivíduo em escolher alguma coisa diferente do que faz atualmente. O dependente não consegue mais escolher entre o consumo e a abstinência. A vontade de usar é sempre maior e se sobrepõe às coisas que antes eram importantes, como estudo, emprego, convívio com familiares e parentes, respeito às normas, etc. Desse modo, não é tão simples assim ouvir da pessoa “não vou me tratar” e nada mais acontece. É chegada a hora de refletir e buscar auxílio profissional, para reverter esta situação, antes que seja tarde demais.

Cabe, no entanto, um alerta. A maioria dos locais que oferecem esta modalidade de tratamento não está regulamentada para este serviço.

Há uma série de normas reguladoras dos serviços de atenção à dependência química, principalmente para o tratamento involuntário. Alguns registros, principalmente o de estabelecimento de saúde, são imprescindíveis para esta modalidade de tratamento. Estes registros trazem segurança e tranquilidade para a família, evitando inúmeros aborrecimentos. Trazem, também, segurança para o paciente, pois é garantia que está sendo atendido e tratado por uma clínica regulamentada e fiscalizada.

O acompanhamento do paciente, outro fator de extrema importância para a recuperação, deve ser realizado por equipe de profissionais treinados e capacitados, composta por médicos (psiquiatra e clínico), psicólogos, terapeutas, consultores em dependência química, terapeutas ocupacionais, professores de educação física, monitores, enfermeiros e outros.

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